terça-feira, 8 de novembro de 2011

CHUVA

A chuva
Cai duramente
Queima, secando
Um sonho
Ou uma canção
Atinge-te tão fortemente
Que de todo te preenche
E vai-se embora de repente
Respira
Sente
Ama
Liberta
Sabe, no fundo do teu ser
Como o sangue sabe ir ter
Do teu coração à tua cabeça
Que é um todo, uma só peça
E que brilhas
Como a estrela mais brilhante
Transmissão tardia
À meia-noite, na telefonia
E não para de girar
Como uma bailarina a 45 rotações
A dançar ao som do rock and roll
Sabe que está agindo bem
Não largue a quem te tem
Aguente esta noite também
E brilha como a estrela mais brilhante
Transmissão tardia
Á meia-noite, na telefonia
E não pare de girar
As tuas novas 45 rotações
Todos os inaptados e falhados
Sabem bem
Girando ao som
Do rock and roll.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sinto que o mundo se encolhe de pouco em pouco.
A cada dia mais se encolhe e encolhe,
E eu aqui já estou na última parte,
Sim,
Na última parte,
Pois que chegando naquela parte em que a vida para de dar,
Que chegando àquela parte em que a vida começa a tirar.
Onde o dia parece sempre tão curto,
Onde a noite parece sempre tão grande.
Onde se começa a perceber que dos grandes sonhos do passado,
Pouca coisa é presente,
Onde se percebe que dos caminhos percorridos,
Poucos são os que levam a algum lugar.
Onde as tristezas já não entristecem tanto,
Onde as alegrias já não alegram tanto.
E ainda,
E só assim,
Mesmo assim,
Apalpando,
Tateando,
Busca-se.
Busca-se sabe-se lá o quê,
Simplesmente se busca.
E lá no canto,
Sempre escondida,
Bem naquele canto escondido,
De quando em quando,
De tanto em tanto,
Está a armadilha que chama,
E eu sinto que corro pra ela.


Iago  Tödan

domingo, 1 de maio de 2011

É preciso ter cuidado, pois os Sóis que iluminam nossas vidas podem-se apagar com um simples sopro, tal qual a tênue chama de uma vela!


Iago Tödan

segunda-feira, 25 de abril de 2011

MUDANÇAS

A vida, tal qual um rio em uma curva sinuosa ao longo de seu trajeto, costuma mudar, geralmente isso ocorre sem aviso prévio, assim de súbito, pegando-nos desprevenidos, despreparados. Em bem poucas vezes essa mudança é calma, serena, tranqüila, geralmente essas águas se tornam num turbilhão, numa corredeira de águas perigosas, agitadas, profundas e traiçoeiras, com sua força arrastam tudo o que estiver pela frente. Suas margens, antes sólidas e confiáveis, agora são repletas de pedras cobertas de musgos, tão lisas que é impossível agarrarmo-nos há algo que nos tire dali.
Quando isso acontece, parece que o mundo esta se fechando, encolhendo e a própria vida esta prestes a nos engolir, olhamos em vão para frente, para os lados, na tentativa de antever uma saída, mas nada conseguimos vislumbrar. Beiramos a insanidade, pensamos em desistir, mas algo em nós, algo bem lá no fundo, escondido em algum lugar, não nos deixa fazê-lo. As águas agitadas não nos deixam parar, obrigando-nos a remar num ritmo cada vez mais intenso, quando parece que não temos mais forças para suportar, naquilo que se afigura ser mais um capricho, a canoa vira, uma, duas, três, inúmeras vezes, nos sentimos tontos, o ar nos falta, então nos debatemos procurando pelo bote salva-vidas, entretanto, não o encontramos. Submergirmos e emergirmos, não existe nada mais em que se apoiar. Só o que há é a revolução das águas. Outra vez, de assalto, desistir vem à mente e deixar-se afogar seria o mais fácil, mas não o correto e aquele algo interior nos diz que é importante continuar sempre e, assim, continuamos.
Então, do mesmo modo como começou, as águas vão serenando-se, aos poucos se tornam calmas, outra vez mais é um rio, suave, sereno, caudaloso, tranqüilo, as margens são seguras novamente.
Na margem, buscamos o conforto, o descanso, a segurança, ao suave toque de veludo do Sol em nossa face, olhamos rio acima e sentimos que as águas não nos assustam mais, tentamos, em vão, compreender o motivo de tanto medo daquelas mudanças e não obtemos respostas alguma, nesse momento percebemos uma força que não tínhamos consciência dela em nós mesmos.
A maioria das pessoas passam por tudo, evoluem, crescem e dignificam a si mesmas, provando-se e tornando-se orgulhosas de si, sensação indescritível essa, a de vencer-se a si mesmo.
Mas existem alguns que simplesmente têm medo do turbilhão e retrocedem. Um retrocesso que nem sempre significa voltar ao ponto de partida, mas sim, se deixam estar onde estão vendo as águas da vida passando e sem nunca provar o quão grande a vida pode ser e quanta felicidade pode-se encontrar depois das corredeiras. Simplesmente anestesiam-se com coisas tolas e frívolas e, assim, deixam-se ficar as margens, não enfrentando o turbilhão, ficam ali, implorando atenção e tropeçando, imóveis, ao longo do caminho.

Iago Tödan

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fôlego

Numa tarde modorrente e fria.
No alto de um morro, sentado sobre o verde tapete ressequido pelo sol, tomando do rubro líquido com gosto de terra, ele observa.
Lá em baixo, almas que vão e vem, entretanto, parecem não ter direção certa, não sabem quem são, onde estão.
Dentro de si lembranças de um passado não tão distante e ainda presente e vivo nele.
Ele põe-se a escrever.
Escreve coisas sem sentido, sem nexo até para si mesmo.
Faltam-lhe palavras ou, até mesmo, idéias.
Sente como se um vazio gigantesco lhe tomasse por completo, assim, sem aviso, apenas o invadisse.
Deixa cair a caneta e o papel.
Passa, com vontade, seus braços sobre seus joelhos.
Em torno do pescoço tem a echarpe que fora o ultimo presente que ganhara de alguém que realmente o ama.
Puxando, com as duas mãos cruzadas, as pontas do tecido, enterrando sua cabeça em seus joelhos, torna-se feto.
Intimamente, gritava a si mesmo em desespero.
Intimamente, torturava a si mesmo em desespero.
Intimamente, punia a si mesmo em desespero.
Então seu celular toca.
‘Mensagem enviada com sucesso’ – estava na tela.
Ele se lembra da noite passada.
Da conversa passada.
Calor lhe preenche o peito.
Rubor lhe toma a face.
Um fio de esperança emerge no vazio.
Uma torrente o toma.
Finalmente, não apenas uma única, mas uma enxurrada de lágrimas brotam, assim, sem força.
E, ao tocar sua face banhada e quente, o vento frio lhe parece cortante. Dando-lhe a sensação que há tempos não sentia.
Não, ele não é um autômato;
Ou coisa;
Ou algo semelhante;
Ele ainda sente;
Ele é uma vida!


Iago Tödan

terça-feira, 22 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Conversando Com Um Filósofo Maluquinho (19/03/2011)

Filósofo Maluquinho diz:
Estava vendo suas fotos. Posso ser sincero?
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Punk diz:
Sim, claro.
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Filósofo Maluquinho diz:
Você é Punk ou Skinhead e quer me espancar?
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Punk diz:
Claro que não! Acha que um Skin-head sai com outros homens ou beija outros homens?.... que idéia... sou underground... curto rock... sou gay... não quero te espancar
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Filósofo Maluquinho diz:
Sinceramente, não surte muito efeito comigo. Pois sou de uma cultura onde homens e mulheres se beijam livremente. Mas, mesmo assim, sua imagem e essa estranha força, me causam atração.
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Punk diz:
Sério? Que bom!
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Filósofo Maluquinho diz:
Pra mim é muito bom, mas pra você, não parece ser muito bom.
Quer um abraço..?
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Punk diz:
Só um abraço? Acho que quero um pouco mais que isso.
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Filósofo Maluquinho diz:
Hum...sabia que um bom exemplo dos bons modos e costumes, enquanto ser humano, é ser educado, não fugir do assunto e ser direto na conversa?
Mas, terei de fugir do assunto, pôs-me medo agora...
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Punk diz:
Porquê? Eu não disse o que eu quero.
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Filósofo Maluquinho diz:
O problema não é só sexo, só cama, só beijo ou abraço. O grande e maior problema é: " Querer só uma vez e depois sumir do mapa".
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Punk diz:
Eu não disse que quero sexo... sexo pra mim é consequência, não é causa... só transo porque amo, e não amo porque transo... percebeu a diferença? Pra mim, um olhar furtivo, um abraço carinhoso, um sussurro ao pé do ouvido são tão ou até mais intensos do que o sexo. Porque isso é cumplicidade... Sexo é egoísta. Durante o sexo pensamos muito mais em nós e muito pouco no outro.
Quando me disponho a "ficar com alguém", não quero que seja apenas uma vez, mas várias, sempre. Infelizmente quase não é possível o sempre, mas é o que quero... e não importa quantas vezes aconteça, toda vez tento fazer ser única e especial. Nossa, acho que agora falei de mais.
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Filósofo Maluquinho diz:
Não, não falou demais, apenas lida com a situação de acordo com aquilo que vem à cabeça. Leia bem isso...
Espero algum rapaz ou homem entre 20 à 30 anos, afim de teclar sério. Alguém que não queira apenas curtição, mas sim um relacionamento sério. Moro em Barueri, tenho 26 anos, saudável, sou moreno claro, 1m70, 63kl, corpo normal e sem excessos, sou reservado e fora do meio GLS, não afeminado, mas pareço um menino maluquinho querendo atenção do namoradão.
Sou carinhoso e bem humorado, sincero, honesto, trabalhador e de bem com a vida.
Quanto à Baladas - Não gosto, vejo pessoas que frequentaram baladas a vida toda, e só depois de maduros e ou, velhos se vêem nos arredores, implorando atenção e notam então, como essa vida é pedante e solitária.
A realidade, não é tida como raciocínio desde que haja provas concretas. E muitos deles vão à festas pra se divertir, beijar, dançar, curtir e ouvir músicas, porém, voltam pra casa e se vêem sozinhos na companhia de seus peixes, gatos, cães...Só assim percebem que a vida é realmente pedante e solitário. E muito enganosa.
Não procuro sexo, quero uma pessoa bacana pra uma conversa que possa render um bom papo e ou uma amizade. Curto a pessoa de boa, amizade de boa.
Gosto do que é simples...
Gosto de pessoas fora do meio, são mais fáceis de lidar.
Muitos gays que frequentam demais as salas de chat, boates, festas e salões, são muito extressados, pouco conversam e querem logo sexo. Sexo, se eu quisesse, encontro em qualquer latão de lixo. Quero uma pessoa bacana, amiga, parceira...que não meça esforços para que ambos possam sorrir juntos. E não um rapaz problemático que curta sexo evasivo e fútil.
Estamos entendidos, filhote..? Rsrs.
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Punk diz:
Sim estamos...
Olha Mauri... eu até gosto de baladas, não as GLS porquê são nojentas, mas eu adoro dançar... quase não saio pra baladas pra beijar, isso é vazio... ao menos pra mim. Também gosto de encontrar amigos, que eu só consigo encontrar nessas ocasiões porque a vida é muito corrida. Mas pra mim, de verdade, o amor não se manifesta pela desejo de fazer amor, esse desejo pode ser aplicado a uma multidão inúmeravel de pessoas, mas, o amor se manifesta pelo desejo do sono compartilhado... e esse desejo no momento, diz respeito a uma só pessoa
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Filósofo Maluquinho diz:
Eu não bebo, não fumo, não me drogo, não saio e pouco tenho tempo pra amizades falsas, por isso mesmo que eu sempre fico em casa, na minha e de boa...
O amor engana, mata, fere, mas mesmo assim é bom...pois ele encaminha pelo fluxo repentino da vivência com o mundo – Ou aprende a amar e ser amado, ou simplesmente pega tudo aquilo que pode te fazer bem e deixe de lado.
E isso, pra que possamos nos encontrar com a realidade.
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Punk diz:
Eu bebo às vezes,.., também não me drogo, adoro ficar em casa com a família. Família é tudo na vida da gente, mas as vezes preciso sair, pois não estou namorando e me sinto só. Então, me encontro com amigos pra conversar e dançar... apenas isso.
Existe algo que eu tenho que discordar de você.
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Filósofo Maluquinho diz:
Sabe, não sou uma pessoa solitária e vivo muitíssimo bem ao meu modo.
E olha, nunca frequentei os meios GLS...que é desses que eu estava falando...!
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Punk diz:
Não estou falando de solidão de estar só e isolado. Falo da solidão de não ter alguém que eu possa chamar de meu, que às vezes me diga, olhando nos meus olhos: Não concordo com esse pensamento e atitude, mas estou do seu lado.
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Filósofo Maluquinho diz:
Ainda bem que não existem pessoas iguais. Já imaginou a bagunça?
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Punk diz:
Sim, sim...rsrsrs!
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Filósofo Maluquinho diz:
Mas, sinceramente, filhote...tu te tornas aquilo que cativas...e mesmo, cheio de contradições, o mundo está cheio de pessoas prestes a se jogarem nos braços de um alguém e dizer: " - Quero ficar contigo..!"
Mas, o grande e maior problema é...- Esse alguém, estará lá..?
Sabe, namorei por 5 anos com uma estudante de arte e filosofia. Como foi um longo e escondido namoro, nunca o trouxe em minha casa, ele não conheceu meus parentes pessoalmente, nem amigos e muito menos minha mãe ou meu pai, mas ele estava disposto a enfrentar isso e ficar comigo. Pois, de toda e qualquer forma, ele me amava.
Terminado o namoro de 5 longos anos, por conta dele ter de viajar para oCanadá, pra estudar línguas, não nos vemos mais. Isso tem mais de 2 anos e meio. Onde está o amor?
Te garanto...aquele amor mudou. Hoje, só me lembro dele quando tenho de citar a seguinte pauta: "O amor engana..." Por experiência própria. Mas, agora...eu te digo: "- Nem todos amam igual, nem todos sentem as verdades de um amor por igual.
Mas todos precisam, ao menos uma vez na vida, amar como gente.
Por isso, eu mesmo nunca procuro...sempre espero um alguém bacana. Às vezes tenho a sorte de aparecer alguém legal, assim como você, que fala abertamente das coisas que sente.Digitei tanto e você nem leu, né?
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Punk diz:
Claro que li, concordo quando diz que "nem todos amam igual, nem todos sentem as verdades de um amor por igual", mas não é o amor quem engana... acho que somos nós que nos enganamos, só temos extrema dificuldade pra aceitar isso... então colocamos a culpa no amor ou em qualquer outro sentimento.
Quando amamos, amamos e pronto... não podemos ter certeza do que o outro diz sentir, porque é um outro coração, mas podemos ter certeza absoluta do que sentimos. E, quase sempre, nos habituamos a uma situação e levamos aquilo até um extremo causticante, se tivéssemos a ousadia de nos desprender no momento certo, evitáriamos muitos sofrimentos.
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Filósofo Maluquinho diz:
Sinceramente, não. O amor é um sentimento, o maior deles. As pessoas não têem controle sob a forma de amor, por isso é mais fácil ele enganar as pessoas e as mesmas nem saberem com o que estão lidando. Por isso, entra essa tua auto-afirmação que Socrates sempre cita na Filosofia enganadora do amor. " - Colocar-se-a a culpa tamanha do amor, nele mesmo..."
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Punk diz:
Mas pensa bem, em algum momento você já não pensou, que quando algo não estava indo tão bem: "Isso não vai dar certo, está tudo errado. Mas eu o amo e quero continuar, uma hora nos acertamos, uma hora ele vai mudar de atitude/opinião/idéia." ?
O amor não enganou... simplesmente preferimos acreditar que ainda era possível...
E continuamos suportando até não termos mais forças.
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Filósofo Maluquinho diz:
Um dos grandes filósofos e pensadores da área de estudo de Sofócles, ao falar do amor citou num dos manunscritos, da seguinte forma: " - O corpo humano em si é dividido em três regiões erógenas. 1ª A região do pescoço e cabeça, responsável pelas lembranças, memórias e habilidades mentais; 2ª A região do toráx e braços, responsável pela sensação de culpa, paixão e desordens no "amor" .
Enfim , a 3ª região do abdôme e dos baixos territórios, incluindo as coxas e orgãos, responsáveis pela inquietação do ser, desordens de desejo e loucura sexual lasciva, nascidos do puro desejo.
Quando essas tês partes agem juntas, o corpo todo se engana...Quando a pessoa diz: ""Isso não vai dar certo, está tudo errado. Mas eu o amo e quero continuar, uma hora nos acertamos, uma hora ele vai mudar de atitude/opinião/idéia, a mesma está se enganando por conta, não do amor, mas sim da paixão momentãnea e dos reflexos das coisas boas que os olhos viu e desejou.
Muitos se enganam quando dizem que o amor machuca, mas eu citei o amor verdadeiro e não as pegações, paixões de fim de festa ou inquietação dos baixos territórios....
Falei do amor simples, nascido com aquele olhar que nos faz viajar, mesmo sem sair do lugar. O amor que nos faz sorrir é verdadeiro e não aquele que nos empurra num abismo, ou nos tira a melhor sombra debaixo daquela antiga árvore que ficou lá atrás no tempo.
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Punk diz:
Entendi... agora eu entendi.
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Filósofo Maluquinho diz:
Você me causa a atração, sabia? Seu jeito me causa a atração.
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Punk diz:
Sua forma de pensamento e maneira de lidar com as palavras me atraem.
Você mexeu comigo. Uma das melhores conversas que tive em tempos. Você é muito interessante, maluquinho, mas interessante e com um quê de mistério.
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Filósofo Maluquinho diz:
Somos todos interessantes, não somente pelas verdades, mas também pela imagem e o reflexo daquilo que cativamos, sempre....
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Mauri Zeügo (o Filósofo Maluquinho) e Iago Tödan (o Punk)


Gente não sou Punk, ele quem me rotulou assim, achei divertido até. Mas com certeza esse foi um dos melhores momentos que tive em tempos, mesmo sendo virtual.
Nota, algumas partes da conversa foram omitidas, porém, o essencial está aí.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Preciso de uma lobotomia. Talvez se eu tivesse meio cérebro não me importaria em viver meios amores.

Iago Tödan

domingo, 28 de março de 2010

UMA LÁGRIMA APENAS QUE SEJA

Sinto que preciso chorar.
Faz tanto tempo que não choro. Por tristeza, alegria, amor, pela perda de algo que nunca realmente pertenceu a mim, por qualquer coisa, simplesmente preciso chorar.
Talvez eu não sinta mais as coisas com tanta intensidade, talvez algo dentro de mim - algo que não sei bem o que é – está morrendo. Talvez por isso não consiga chorar.
Durante a noite existem momentos nos quais percebo que, de repente, o mundo está se encolhendo de alguma forma para mim, então, às vezes, me levando no escuro, quando a casa está toda escura, quando todos já estão dormindo, e eu estou acordado, é como estar vivo e morto ao mesmo tempo. É como estar no meio do caminho, no universo do meio, onde as pessoas que estão vivas estão sonhando e as pessoas que estão mortas estão onde estão. E eu estou no escuro, no silêncio. Algumas vezes saio pra fora e olho a Lua, porém nem sempre ela está lá. Outras vezes simplesmente ando. Ando até minhas pernas se cansarem. Penso sobre tudo e sobre nada. Às vezes me canso e sento, outras apenas dou meia volta e retorno. Quase sempre concluo que eu, que todos nós, vivos e mortos, queremos apenas uma coisa. Seja como for, boa ou má, queremos a vida. Essa vida sem nexo, efêmera, sem sentido, barulhenta, mas bela.
Talvez tudo isso seja apenas um devaneio tosco. Talvez seja apenas um sonho acordado. Talvez nada faça sentido e eu esteja num deliro febril sem febre.
Se desses talvezes nada sei...  De uma coisa sei com certeza, uma lágrima apenas que seja, preciso chorar!

Iago Tödan
Arrisque-se mais, afinal viver é o maior dos riscos e o maior preço que se pode pagar é deixá-la passar em vão, a maior recompensa é chegar ao final, olhar para traz e ver que, apesar dos pesares, fostes realmente feliz.